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Cristina Clara

créditos: João Pedro Ramos | Pepsclicks

É difícil enquadrar Cristina Clara num género único. O interesse por criar pontes entre diferentes universos musicais, reflete o desejo de promover a partilha e a integração de outras realidades e culturas. Aqui se encontram músicos com raízes no jazz e na música popular portuguesa e brasileira. Esta é também a história da cultura popular; esta forma portuária de criar, dando.

Cristina Clara nasceu no Minho, em Vila Nova de Famalicão e durante vários anos dividiu a sua vida entre duas actividades que se nutrem e inspiram mutuamente. A viver em Lisboa, depois de concluir o curso de Enfermagem no Porto, não raras vezes adormeceu cantadeira em Alfama, depois de um concerto ou de uma tertúlia absolutamente inesquecível no Tejo Bar, e acordou enfermeira no maior hospital do País. Cresceu entre as canções tradicionais que a mãe lhe cantava e as longas matinés a equilibrar uma moeda de dois e quinhentos no gira-discos da família.

Cedo se revelou amante de poesia e das artes performativas. Integrou o Grupo de Teatro de Letras de Lisboa e, em 2008, surge o convite para vestir a pele de uma jovem cantadeira na peça “O Canto da Rosa”. É nessa altura que o fadista Marco Rodrigues a desafia para cantar no Café Luso, no Bairro Alto. Assim começa o seu namoro com o Fado! A sua versatilidade na vida e os diferentes ofícios, sentem-se na sua música e é por isso difícil enquadrá-la num género único.

O interesse por criar pontes entre diferentes universos musicais, reflete o desejo de promover a partilha e a integração de outras realidades culturais. Esta é também a história da cultura popular; esta forma portuária de criar, dando. Seduzida pela poesia e estórias contidas na canção popular, Cristina interessa-se sobretudo por promover o diálogo musical entre as diversas linguagens da lusofonia.

Em 2021, nasce o seu primeiro disco de estúdio, Lua Adversa, um nome certeiro para um disco feito de estórias tornadas fados e chorinhos. Este trabalho de estreia conta com temas revistados e composições originais, que refletem o seu olhar contemporâneo sobre a tradição, e junta músicos com raízes no jazz e na música popular portuguesa e brasileira.

O primeiro single – Lua – reflete este abraço cultural, com forte inspiração na obra da poetisa brasileira Cecília Meireles, que motivou Cristina a escrever a letra do tema. A cantora assina também a letra do original Um dia hei-de inventar e do Novo Fado da Melancia, uma homenagem à fadista e actriz Hermínia Silva. O repertório move-se entre a nostalgia (característica dos povos que vivem perto do mar) e um certo tom jocoso, sentido de humor muito presente na lírica do fado como também na canção popular brasileira. Reúnem-se neste disco guitarra portuguesa, guitarra clássica, bandolim e cavaquinho brasileiros, baixo acústico e baixo eléctrico, flauta transversal, piano e as percussões tradicional portuguesa e brasileira como paisagem sonora em alguns dos temas. Esta mesma multiplicidade expressa no disco é representada pelas próprias fases da lua, assim como pelas várias facetas da identidade artística de Cristina Clara.

Desde o lançamento de “Lua Adversa”, Cristina Clara já se apresentou na EXIB 2022, no Teatro da Trindade, num concerto memorável onde contou com as participações de artistas como Maria João, o pianista Marco Mezquida, ou as Batukaderas Freirianas Guerreiras, de Cabo Verde.

No final de 2022, Cristina Clara fez também uma maravilhosa pequena tournée pelo Brasil, com enorme sucesso.

Ainda em 2023, a cantora foi convidada pelo projecto porta 33 sediado no Funchal para trabalhar com as comunidades locais sénior e infanto-juvenil com quem desenvolveu oficinas de voz e expressão musical através da canção popular. Durante este ano esteve também no Centro Cultural de Belém, no Ciclo Há Fado no Cais, na Atlantic Music Expo em Cabo Verde, no Centre des Arts Plurièls Ettelbruck (CAPE), no Luxemburgo, no Festival Artes à Vila, na Batalha, na Ericeira, Arraiolos, na abertura da Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão, e no Festival Santa Casa Alfama.

Outras apresentações estão previstas, nomeadamente na Gala Amigas do Peito e na Gala Curarte.

Credito: José Frade | EGEAC



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